Dizer, como fez o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, que há responsabilidade dos usuários de drogas pelos conflitos entre a polícia e o tráfico nos morros da Zona Sul carioca (o que assusta a população) faz sentido quando sabe-se que o consumidor morador daqueles bairros alimenta esse comércio ilegal muito mais do que o faz outro que é morador das Zonas Oeste e Norte. Apenas é preciso cuidado para não contribuir mais ainda, mesmo sem intenção, com o preconceito que há com o ato de fumar maconha. A imprensa divulga uma responsabilização maior do usuário e não a sua co-responsabilidade. Uma abordagem superficial do tema , no calor dos acontecimentos, não zelaria por um tratamento mais humano que deve ser dispensado a esse consumidor.
A imagem que o usuário de maconha possui é difusa quanto mais a sua atitude ilícita fica assombreada pelo seu comportamento não visível no espaço público. Uma responsabilização maior deste pela violência urbana do Rio pode torná-lo ainda mais cauteloso de aparecer publicamente. Por outro lado, uma participação conjunta deste nos fatos estando lado a lado com produtores da droga, distribuidores, etc. deixaria transparecer um papel específico desempenhado nesta economia específica. O que permitiria talvez surgisse com menos restrições de publicidade um consumidor legítimo de um produto sem tanto glamour. Ao ocupar as manchetes dos jornais com autoridade singular que afeta, como fator exclusivo, a violência urbana e subjuga a hierarquia do tráfico a pessoa fumante de maconha é representada com um poder excessivo. Se essa “personagem” não aparece facilmente, mesmo assim dela tudo se pode especular. Mais ainda, se não é visto, então gera mais sentenças sobre o seu caráter do que se surgisse em qualquer canto a qualquer hora.
Quanto ao consumo de maconha na Zona Sul e não nas outras áreas da cidade, é aí onde as pessoas têm dinheiro para comprar a mercadoria. É nessa região também que o dinheiro permite consumir algum glamour. Na economia deste estilo o dinheiro vale menos do que as fantasias utilizadas. Já na economia da maconha o dinheiro vale muito mais do que o glamour pode comprar. A sensação causada pelas notícias amplia imensamente o mercado da maconha que é consumida na Zona Sul, para além dela. Então, não se trata tanto de dispor de dinheiro para este fim. Basta algum glamour. O da Zona Sul, é claro. Mas este não é um mercado que possa ter a sua expansão mensurada. Já a economia monetária pode dispensar o estilo em questão, este que só pode interessar aos que o consomem e podem pagar por ele. Aos que querem apenas fazer caixa no negócio o que importa mesmo é o quanto este arrecadou. A importância do dinheiro neste caso mostra com clareza que onde o glamour não tem vez o que impera mesmo são as relações impessoais. E nada mais impessoal do que o dinheiro.
Estas são apenas algumas impressões sobre o uso da maconha que está associado a questões de segurança pública. Não passam mesmo de comentários pouco aprofundados sobre o tema, pois faltou uma pesquisa qualificada. Além do mais, não foi permitido neste espaço especular muito além do que é possibilitado em um contexto de restrição da publicidade do uso da droga. Caso insistisse em elocubrações estaria correndo o risco de dificultar ainda mais a compreensão sobre os fatos. Por fim, caso fosse convincente nas minhas palavras, poderia estar vendendo um pouco do glamour da maconha. Mas não é a intenção deste texto fazer qualquer tipo de apologia do uso da canabis ativa.
A imagem que o usuário de maconha possui é difusa quanto mais a sua atitude ilícita fica assombreada pelo seu comportamento não visível no espaço público. Uma responsabilização maior deste pela violência urbana do Rio pode torná-lo ainda mais cauteloso de aparecer publicamente. Por outro lado, uma participação conjunta deste nos fatos estando lado a lado com produtores da droga, distribuidores, etc. deixaria transparecer um papel específico desempenhado nesta economia específica. O que permitiria talvez surgisse com menos restrições de publicidade um consumidor legítimo de um produto sem tanto glamour. Ao ocupar as manchetes dos jornais com autoridade singular que afeta, como fator exclusivo, a violência urbana e subjuga a hierarquia do tráfico a pessoa fumante de maconha é representada com um poder excessivo. Se essa “personagem” não aparece facilmente, mesmo assim dela tudo se pode especular. Mais ainda, se não é visto, então gera mais sentenças sobre o seu caráter do que se surgisse em qualquer canto a qualquer hora.
Quanto ao consumo de maconha na Zona Sul e não nas outras áreas da cidade, é aí onde as pessoas têm dinheiro para comprar a mercadoria. É nessa região também que o dinheiro permite consumir algum glamour. Na economia deste estilo o dinheiro vale menos do que as fantasias utilizadas. Já na economia da maconha o dinheiro vale muito mais do que o glamour pode comprar. A sensação causada pelas notícias amplia imensamente o mercado da maconha que é consumida na Zona Sul, para além dela. Então, não se trata tanto de dispor de dinheiro para este fim. Basta algum glamour. O da Zona Sul, é claro. Mas este não é um mercado que possa ter a sua expansão mensurada. Já a economia monetária pode dispensar o estilo em questão, este que só pode interessar aos que o consomem e podem pagar por ele. Aos que querem apenas fazer caixa no negócio o que importa mesmo é o quanto este arrecadou. A importância do dinheiro neste caso mostra com clareza que onde o glamour não tem vez o que impera mesmo são as relações impessoais. E nada mais impessoal do que o dinheiro.
Estas são apenas algumas impressões sobre o uso da maconha que está associado a questões de segurança pública. Não passam mesmo de comentários pouco aprofundados sobre o tema, pois faltou uma pesquisa qualificada. Além do mais, não foi permitido neste espaço especular muito além do que é possibilitado em um contexto de restrição da publicidade do uso da droga. Caso insistisse em elocubrações estaria correndo o risco de dificultar ainda mais a compreensão sobre os fatos. Por fim, caso fosse convincente nas minhas palavras, poderia estar vendendo um pouco do glamour da maconha. Mas não é a intenção deste texto fazer qualquer tipo de apologia do uso da canabis ativa.
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sociólogo Guilherme
Um comentário:
Oi Guilherme!
Achei o seu blog...
Passando pra fazer uma visita e aproveitar para te elogiar, vc escreve muito bem!
Vc tem orkut ou msn? Peguei só o do Marcelinho... Se tiver me add no msn lis_fpg@hotmail.com que eu te passo o orkut por lá! ;)
Beijos e parabéns pelo blog!! =)
Listelli
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