Para tratar do tema da violência, vale a pena desenvolver aqui o que parece ser uma das marcas do modo de vida franciscano: o pacifismo. Trata-se de uma imagem capaz de representar com clareza o Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim como possibilitar uma comparação com personalidades como Mahatma Gandhi ou o Dalai Lama.
E qual a proximidade entre o pacifismo de Francisco e o de Gandhi? Em primeiro lugar, os dois tornaram-se líderes populares. O primeiro, por sua opção pelos pobres e por sua ação romântica de abandonar a riqueza e a família tradicional. O segundo, por representar, na sua luta, um enorme contingente populacional. E porque se opôs ao domínio da Colonização Inglesa, o que lhe trouxe fama. O pacifismo deles tornou-se um ícone de coragem. Assim, enfrentaram humildemente a ordem estabelecida de sua época. Não recorreram às armas para obter sucesso, ao contrário, resolvendo lutar desarmados ou simplesmente, no caso de Francisco, obedecendo a Igreja. O seu comportamento pacífico corajoso certamente foi influenciado por uma educação de elite que queria assumir um papel nobre. Não aceitando a realidade como dada, mas questionando-a. Mais ainda, atuando diretamente em favor do povo e não de um grupo social fechado em si mesmo.
São Francisco e o Dalai Lama têm em comum o fato de serem disponíveis para uma paz interior. Apesar de o líder tibetano ser também um representante político de uma nação ele, além de não lutar pelo separatismo chinês, ameaça renunciar ao seu posto caso os mais jovens tibetanos não adotem o pacifismo para atingir a sua meta. Ou seja, recusa uma guerra contra a China e aceita abandonar a sua função, o que lhe renderá muita meditação. Francisco foi ativamente engajado e não abriu mão de sua perfeita alegria quando as coisas não iam bem. E se deixava levar pela loucura de cantar junto aos pássaros, como se fosse mais um deles. O que fazia da sua condição de irmão menor uma mostra da sua grandeza de espírito. E a sua enorme paciência não era obstáculo para quem viria a se tornar um homem de ação, mais do que de palavras.
Por fim, Francisco representa, no seu legado evangelizador, nada mais do que um estilo do próprio Jesus Cristo. É um jeito particular de viver uma característica bem marcada do Pai, mas que ficou bastante ofuscada na Idade Média. Uma Igreja poderosa como aquela não podia abandonar-se à pobreza, esta que foi amada por Francisco. Este sim, se deixou levar por esta apaixonadamente, mas de corpo inteiro, se entregando por completo. Sofreu estigmas, mas fez uma opção pela qual, mesmo vitimado pela doença, nunca desistiu. Com tanta dor, uma firmeza de caráter destas só era possível com tamanha inteireza de espírito e paz no coração. Foi como Jesus, na Cruz, que questionou a morte, mas que depois entregou o seu espírito confiante e para trazer “paz na terra aos homens por ele amados” .
E qual a proximidade entre o pacifismo de Francisco e o de Gandhi? Em primeiro lugar, os dois tornaram-se líderes populares. O primeiro, por sua opção pelos pobres e por sua ação romântica de abandonar a riqueza e a família tradicional. O segundo, por representar, na sua luta, um enorme contingente populacional. E porque se opôs ao domínio da Colonização Inglesa, o que lhe trouxe fama. O pacifismo deles tornou-se um ícone de coragem. Assim, enfrentaram humildemente a ordem estabelecida de sua época. Não recorreram às armas para obter sucesso, ao contrário, resolvendo lutar desarmados ou simplesmente, no caso de Francisco, obedecendo a Igreja. O seu comportamento pacífico corajoso certamente foi influenciado por uma educação de elite que queria assumir um papel nobre. Não aceitando a realidade como dada, mas questionando-a. Mais ainda, atuando diretamente em favor do povo e não de um grupo social fechado em si mesmo.
São Francisco e o Dalai Lama têm em comum o fato de serem disponíveis para uma paz interior. Apesar de o líder tibetano ser também um representante político de uma nação ele, além de não lutar pelo separatismo chinês, ameaça renunciar ao seu posto caso os mais jovens tibetanos não adotem o pacifismo para atingir a sua meta. Ou seja, recusa uma guerra contra a China e aceita abandonar a sua função, o que lhe renderá muita meditação. Francisco foi ativamente engajado e não abriu mão de sua perfeita alegria quando as coisas não iam bem. E se deixava levar pela loucura de cantar junto aos pássaros, como se fosse mais um deles. O que fazia da sua condição de irmão menor uma mostra da sua grandeza de espírito. E a sua enorme paciência não era obstáculo para quem viria a se tornar um homem de ação, mais do que de palavras.
Por fim, Francisco representa, no seu legado evangelizador, nada mais do que um estilo do próprio Jesus Cristo. É um jeito particular de viver uma característica bem marcada do Pai, mas que ficou bastante ofuscada na Idade Média. Uma Igreja poderosa como aquela não podia abandonar-se à pobreza, esta que foi amada por Francisco. Este sim, se deixou levar por esta apaixonadamente, mas de corpo inteiro, se entregando por completo. Sofreu estigmas, mas fez uma opção pela qual, mesmo vitimado pela doença, nunca desistiu. Com tanta dor, uma firmeza de caráter destas só era possível com tamanha inteireza de espírito e paz no coração. Foi como Jesus, na Cruz, que questionou a morte, mas que depois entregou o seu espírito confiante e para trazer “paz na terra aos homens por ele amados” .
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artigo enviado pelo sociólogo guilherme para ser publicado no blog regional do sudeste da juventude franciscana
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